Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de outubro de 2009

Esperança é a coisa com penas



Esperança

A "Esperança" é a coisa com penas
Que na alma se empoleira -
E canta uma cantiga sem palavras -
E nunca pára - a vida inteira –

Emily Dickinson [fragmento]
(tradução de dama)

Hope
Hope is the thing with feathers
That perches in the soul,
And sings the tune--without the words,
And never stops at all
Emily Dickinson [fragment]

*Imagem daqui

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Poesia e natureza


[Hoje, apreensiva com a situação de duas pessoas muito queridas que estão doentes, peço saúde para elas. Invoco os dons da poesia e da natureza, duas das mais belas coisas da vida.]

I think that I shall never see
A poem lovely as a tree.

Joyce Kilmer, 1886-1918 (fragmento)

(Penso que nunca verei
Um poema tão bonito como uma árvore)

* Imagem daqui
** Poema enviado pela amiga Amélia Pais

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ti-ti-ti

. Não sei vocês, mas eu comecei este blog completamente anarfanet. Um ano depois, considero-me anarfanet funcional, rs. Se não fossem meus gurus internéticos, a quem recorro em casos de desespero, estaria perdida em algum lugar aí da blogosfera. Pois bem: o Alan, do analisando, blogueiro que está se propondo a fazer análises gratuitas de outros blogs , está agora apresentando uma idéia interessante: a partir de amanhã, começará um desafio, um treinamento de 7 dias sobre como melhorar blogs, que os blogueiros inscritos na experiência podem seguir. A cada dia, o/a blogueiro/a inscrito/a lê e pratica a lição, dando um passo pra aperfeiçoar seu blog, cada qual em seu ritmo e grau de ignorância ou esperteza. Ah, e, como na escola, tem uma porção de prêmios pros esforçados. Quem quiser se inteirar ou participar da experiência, clicaqui. Não conheço pessoalmente o Alan, mas gostei da idéia dele.

. O Namibiano Ferreira, poeta angolano que vive na Inglaterra, está organizando a terceira antologia de poetas lusófonos. As duas anteriores foram sucessos. Clique aqui para conhecer o regulamento.

. Rebeca e JotaCê me ofertaram um selo. Devido ao meu estado analfabético, ainda não consegui encontrar o dito selo, rs. Mas sei que ele existe, e agradeço muito aos dois, que vivem uma história de amor aberta, em pleno blog. Quando encontrar o selo, eu o colarei abaixo.

. Desculpem-me, amigos blogueiros, por eu estar vistiando pouco os blogs de vocês. É que ando em processo de concentração total, em revisão final do livro de minha mãe, Jacinta Passos, programado para sair em março de 2010. Isso tem tomado 90% do meu tempo, mas vai valer — já está valendo! — a pena. Vocês vão adorar o livro, tenho certeza. Beijão a todos.

* Imagem de autoria do grande artista norte-americano Norman Rockwell (1894-1978)

domingo, 4 de outubro de 2009

Pra começar bem o dia 8


Amo você
baixinho
assim
com um leve toque
promessa interativa
ilhós
estalagem
garoa

Gizelda Morais
(Rosa no Tempo, S. Paulo, Ed. Scortecci, 2003)
*Imagem daqui

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Viagem — passagem


esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem

Paulo Leminski
* Imagem daqui

terça-feira, 17 de março de 2009

Pra começar bem o dia 4


Caracola

Me han traído una caracola.


Dentro le canta
un mar de mapa.
Mi corazón
se llena de água
com peccecillos
de sombra y plata.


Me han traído una caracola.


(Frederico Garcia Lorca)

Búzio

Trouxeram-me um búzio.


Dentro dele canta
um mar de mapa.
Meu coração
se enche de água
com peixinhos
de sombra e prata.


Trouxeram-me um búzio.

(Tradução de William Agel de Melo)

[Frederico Garcia Lorca, Canciones (Canções), em: Obra Poética Completa. Brasília, Editora da UnB, 1987, 3ª edição, tradução de William Agel de Melo.]
Foto: Paulo Queiroz Ribeiro

domingo, 21 de dezembro de 2008

O poeta mais importante


Celebridade
Eu sou o poeta mais importante
da minha rua.
(Mesmo porque a minha rua
é curta.)
Quer saber, quer reler quem escreveu este poema? Clicaqui!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Meu gato

[Para crianças pequenas]

Gato gargalhada

Vocês podem não acreditar,
mas eu juro —
meu gato ri

Dá cada gargalhada!

Ri à noite, só pra mim
Rola no chão
embola o rabo
balança a pança
lambe o bigode
me pisca o olho
e

miá á á á á á á á á á
miá á á á á á á á á á
miá á á á á á á á á á

Meu gato ri!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Florbela Espanca:os sentimentos expostos


Quer conhecer ou reler Florbela Espanca, uma das mais intensas poetas portuguesas? Clicaqui!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

De papo pro ar


Gente, tô me submetendo a uma pequena cirurgia na mão direita. Coisa simples: "dedo em gatilho", inflamação que dá no tendão do dedo e o deixa preso no tubo que o envolve; quando a gente curva o dedo, parece que tá apertando o gatilho de um revólver. Cruz credo, logo eu, pacifista! Os médicos têm o maior desprezo pelo meu dedo em gatilho, coisa simples, nada desafiadora para suas sapiências. Eu é que sei como dói. Minha vingança contra esses médicos é revelar que eles simplesmente não sabem a causa do problema. Sabem diagnosticar, sabem tratar, mas não sabem a causa — incerta, ignorante medicina! Pronto, já me vinguei.

Vou ficar duas semanas com pontos na mão. E como é que vou viver todo esse tempo sem escrever aqui, postar meus textos, ler os de vocês? Não posso mais viver sem isso, tô viciada em vocês! Bolei uma estratégia: escrevi alguns textos, vou ver se alguém os posta pra mim, aos poucos. Não é a mesma coisa, não tem a graça do improviso nem a riqueza do diálogo, mas ao menos diminuirá minha saudade e frustração. Vamos ver se funciona. Não sumam!

Enquanto isso, é pensar positivo: vou ter um tempo gostoso de repouso, de não fazer nada, de mordomias, água de coco, papo pro ar... Como há décadas prega esta música que acho ótima (nada a ver com minha origem baiana), composta por Joubert de Carvalho, com letra do poeta Olegário Mariano:

De papo pro ar

Eu não quero outra vida
Pescando no rio de Jereré
Tenho peixe bom
Tem siri patola
Que dá com o pé

Quando no terreiro
Faz noite de luar
E vem a saudade me atormentar
Eu me vingo dela
Tocando viola de papo pro ar

Se compro na feira
Feijão, rapadura
Pra que trabalhar
Sou filho do homem
E o homem não deve
Se apoquentar

domingo, 16 de novembro de 2008

Rosalia de Castro












Quer saber sobre esta grande poeta galega?

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Pra começar bem o dia 2


Senhora Gramática

Senhora gramática
perdoai os meus pecados gramaticais.
se não perdoardes
senhora
eu errarei mais.

[Solano Trindade. O Poeta do povo. São Paulo, Ediouro/Editora Segmento Farma, 2008. Solano Trindade, *1908-+1973, poeta popular pernambucano, foi autor engajado, preocupado com questões sociais, principalmente as dos negros como ele. Fundou e dirigiu movimentos culturais, sobretudo na área do teatro. Este poema é da faceta menos conhecida de sua obra, a do humor cotidiano. Sua família acaba de publicar este volume com as obras completas do poeta. Solano foi um dos homenageados da IV Fliporto].

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sosígenes Costa

(Foto daqui)

Sosígenes Costa lhe parece nome de remédio?
Está com saudade do grande poeta?
Então clicaqui!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Pra começar bem o dia

João, João
você filosofa, filosofa,
mas não tem essência.
Você é purinho
plano de imanência.

(Noemi Jaffe, Todas as coisas pequenas. S.Paulo, Hedra, 2005)

domingo, 12 de outubro de 2008

O ovo do mundo

(Foto daqui)

O ovo do mundo

Galinha, pato, passarinho
nascem de ovos
Dinossauros, também!

Será que o mundo
nasceu de um ovo?

Devia ser gigante,
o ovo do mundo!

Dentro dele tinha
gema? Clara? Ou
dentro dele tinha
gente?

Quem será que botou
o ovo do mundo?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mário Faustino

Quer rever ou conhecer o poeta Mário Faustino?
Então clicaqui!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Vincent


Me apaixonei pela professora.
Desenhei pra ela
gigantescos girassóis azuis.

Ela olhou meus girassóis
Sorriu, passou a mão nos meus cabelos.
Achei que tinha gostado.

Mas o que ela disse,
balançando a cabeça, foi:

— Vincent, não existem girassóis azuis!

Enlouquecido e triste,

larguei a professora de lado.

Hoje desenho
gigantescos girassóis
alaranjados.

Hilda Hilst

Tem Hilda Hilst aqui. Você não conhece ou não gosta da Hilda? Pois não sabe o que está perdendo, vai lá!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Língua


Para ler o texto de hoje, clique aqui

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Vontade de cantar

Canção da liberdade

Eu só tenho a vida minha.
Eu sou pobre pobrezinha,
tão pobre como nasci,
não tenho nada do mundo,
tudo que tive, perdi.
Que vontade de cantar:
a vida vale por si.

Nada eu tenho neste mundo,
sozinha!
Eu só tenho a vida minha.

Eu sou planta sem raiz
que o vento arrancou do chão,
já não quero o que já quis,
livre, livre o coração,
vou partir para outras terras,
nada mais eu quero ter,
só o gosto de viver.

Nada eu tenho neste mundo,
sozinha!
Eu só tenho a vida minha.

Sem amor e sem saúde,
sem casa, nenhum limite,
sem tradição, sem dinheiro,
sou livre como a andorinha,
tem por pátria o mundo inteiro,
pelos céus cantando voa,
cantando que a vida é boa.

Nada eu tenho neste mundo,
sozinha!Eu só tenho a vida minha.

Que vontade de cantar:
a vida vale por si.

(Poema "Liberdade", do livro "Canção da Partida", de Jacinta Passos)

Jacinta foi mulher extraordinária. E foi minha mãe. Estou escrevendo uma pequena biografia dela, e republicando seus poemas. O livro sairá em breve, pela Editora Corrupio.