domingo, 10 de janeiro de 2010

Pra começar bem o dia (10)


Rotação

As horas não ocorrem
ao mesmo tempo
em todos os cantos

Entretanto
cada canto
tem a seu tempo
as mesmas horas

Jorge Cooper

[Cultuado por pequeno grupo de poetas e aficionados da poesia, pouco conhecido ainda do público, Jorge Cooper (1911-1991), poeta alagoano filho de pai inglês, viveu no Rio de Janeiro e em Maceió. É uma das vozes refinadas da poesia brasileira do século XX.]
* Imagem: Salvador Dali, A persistência da memória

11 comentários:

Anônimo disse...

Do Jorge Cooper, de quem tanto aprendi, e sigo aprendendo nas releituras, uma saudade danada de enorme - sempre. Começamos muito bem este domingo com a evocação do mestre, por artes da Janaína.
SIDNEY WANDERLEY

cirandeira disse...

Pois é, Jana, tudo é igual e tão diferente ao mesmo tempo...!?
Assim também os humanos: tão diferentes, mas tão iguais em qualquer lugar do mundo!
Ainda não conhecia Jorge Cooper, mas pretendo conhecê-lo melhor.
Um ótimo domingo pra ti
Bj

Chico de Assis disse...

Lindo poema do mestre Jorge Cooper.
Outro dia falei com Sidney Wanderley que irei gravar um poema do Cooper e postar no meu Blog de poesia em áudio.

- Seu blog é lindo!
Parbéns.

Ana Tapadas disse...

Tenho muito que aprender por aqui...
«Entretanto
cada canto», tem o seu tempo e, no meu, o tempo é tão lento!
beijinho e continuação de um bom Domingo

Gerana Damulakis disse...

Excelente achado poético.

Nydia Bonetti disse...

Gosto demais da poesia de Jorge Cooper, Janaína. Este especialmente:

A solidão em que a morte
deixa o morto
É maior que a solidão da lua
Minha solidão soma
a solidão do morto
e a solidão da lua
- Sou mais só
que um louco.

Beijos, boa semana!

Janaina Amado disse...

Nossa, que bom, quanta gente que já gosta de Jorge Cooper, Nydia até trouxe um poema dele! E os outros logo vão conhecer mais e gostar também. :-)

dade amorim disse...

Uma perfeição de post, Janaína - imagem e poema fazem um todo harmônico e se completam.
Beijo carinhoso.

Bipede Implume disse...

Querida Janaína
Não conhecia Jorge Cooper mas irei procurar sua poesia pois gostei deste pequeno poema.
Obrigada por o ter revelado aos que o desconheciam.
Beijinho.
Isabel

Luma Rosa disse...

O seu canto e o meu canto, o meu tempo e o seu tempo... há horas de sincronia! Esta foi uma! Um excelente momento e apresentação - não conhecia o poeta. Obrigada, beijus

Nydia Bonetti disse...

Janaina

Não resisti e acabei postando este poema sobre a solidão da lua e dos loucos, de Jorge Copper. Deixei um link pra cá, tudo bem?

beijo.